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Incêndios florestais obrigam 13,6 mil pessoas a deixarem casas na Europa


Da redação

Uma onda de incêndios florestais forçou milhares de moradores a deixarem casas e acampamentos em diversos países europeus. Segundo autoridades, ao menos dez mil pessoas foram retiradas no sudoeste da França, onde dois grandes focos consomem áreas próximas a Bordeaux. Na Espanha, 3.500 residentes foram removidos de Aldea del Fresno, a oeste de Madri, enquanto cem pessoas foram deslocadas na Sicília, conforme o ministro do Interior da Itália.

Na França, órgãos oficiais registraram mais de 12,5 mil incêndios desde o início do ano, com 44 mil hectares já devastados. Conforme relatos locais, um dos incêndios franceses começou durante trabalhos de limpeza em uma estrada florestal, enquanto outro teve início em um campo e já obrigou mais de 300 pessoas a deixarem a região de Var. Patrick Martineau, morador de Le Porge, relatou: “A polícia bateu em todas as portas. O fogo estava a 500 metros de distância”. Ele descreveu a situação como “surreal”.

Na Espanha, a suspensão preventiva do serviço de trens de alta velocidade entre Mejorada del Campo e Alcalá de Henares foi determinada devido à proximidade das chamas aos trilhos. Em Guadalajara, um incêndio já atingiu 32 mil hectares desde o último dia 16. O Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais informou que, desde 1º de janeiro, cerca de 125 mil hectares foram queimados no país. Na Itália, além da remoção de pacientes de uma clínica na Sicília, mais de 160 focos foram registrados em 24 horas na Calábria.

Segundo cientistas do grupo World Weather Attribution, o calor extremo e a seca têm intensificado a crise, agravada pelas mudanças climáticas que afetam a disponibilidade de água em toda a Europa. Países como França, Romênia, Holanda e Grécia implementaram restrições de consumo ou declararam emergência hídrica. Na Galícia, Espanha, comunidades utilizam o gado cachena para controlar a vegetação e tentar evitar novos incêndios.