Por Alex Blau Blau
Adiamento da decisão sobre candidatura ao governo estadual provoca divergências internas e gera preocupação entre lideranças da legenda
A demora do senador Cleitinho Azevedo em confirmar se disputará o Governo de Minas Gerais passou a provocar divisões dentro do Partido Liberal no estado. A indefinição aumentou a pressão de dirigentes da legenda, que aguardam uma definição para organizar a estratégia eleitoral.
Embora anteriormente tenha sinalizado que anunciaria sua decisão após o encerramento da Copa do Mundo, o parlamentar afirmou que poderá deixar a definição apenas para agosto, prolongando ainda mais a expectativa sobre seu futuro político.
Nos bastidores, integrantes do PL demonstram preocupação com o calendário eleitoral. A avaliação é de que o adiamento pode comprometer a organização da convenção estadual da legenda, marcada para o dia 23 de julho, além de dificultar a definição da chapa para a disputa.
Enquanto parte das lideranças defende aguardar mais alguns dias para tentar construir uma aliança com o Republicanos, outro grupo considera que o partido deve encerrar a espera e lançar candidatura própria ao governo mineiro.
A decisão é considerada estratégica para o PL, já que a definição do candidato ao governo também influencia a estrutura de apoio à campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro em Minas Gerais, um dos maiores colégios eleitorais do país.
Aliados de Cleitinho afirmam que a demora faz parte de uma estratégia política. Segundo essa avaliação, permanecer sem anunciar a candidatura reduz a exposição pública do senador e evita desgastes antes do início oficial da campanha.
Outro fator apontado por pessoas próximas ao parlamentar é a mudança de perfil que uma eventual candidatura ao Executivo exigiria. Hoje atuando como senador e crítico de diversas administrações, Cleitinho teria cautela diante da possibilidade de assumir o protagonismo de uma disputa pelo comando do governo estadual.




