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Indefinição do PT em Minas Gerais pode prejudicar candidatura de Marília Campos ao Senado

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Da redação

A indefinição sobre a formação de palanques para a eleição presidencial de 2026 em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do Brasil, é um desafio para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Até o momento, não há definição clara nos principais campos políticos do Estado, considerado estratégico por influenciar o resultado nacional.

Com a provável desistência do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) de concorrer ao governo, lideranças petistas estudam lançar uma coligação sem candidato próprio ao Executivo estadual, priorizando as candidaturas ao Senado e à Câmara. Essa estratégia coloca a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), como principal responsável por liderar o palanque para Lula no Estado.

Marília Campos se destaca como uma das poucas figuras em ascensão no PT. Ela aparece em primeiro lugar nas pesquisas recentes para o Senado, conforme levantamento Quaest do fim de abril, com 19% das intenções de voto. Na mesma pesquisa, Aécio Neves (PSDB) aparece na segunda posição, com 11% das preferências.

Reeleita prefeita de Contagem em 2024 com 60,68% dos votos, Marília já ocupou o cargo em outros três mandatos e foi a primeira mulher a governar o município. Em vídeo divulgado nas redes sociais, a petista cobrou publicamente uma definição de Pacheco sobre sua situação no Estado. Após o episódio, o senador agradeceu, mas manteve o discurso de indefinição.

Enquanto isso, Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de Belo Horizonte, articula uma candidatura de centro ao governo, optando por não associar seu nome ao de Lula. Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada em 6 de junho, 54% dos eleitores mineiros rejeitam o presidente, embora 44% aprovem sua gestão.

Neste contexto, Lula enfrenta o desafio de montar um palanque competitivo em Minas Gerais. O Estado historicamente é visto como decisivo para a eleição presidencial e atualmente apresenta uma grande quantidade de pré-candidatos à direita para o governo estadual, contrastando com a indefinição do PT.