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Indústria da Ilusão: Marcelo Senise Alerta no Compol 2026 que Omissão do Congresso Deixa Democracia Refém da IA Maliciosa

Pioneiro em tecnologia política e presidente do IRIA lança a trilogia “Blindagem Essencial” em Florianópolis, defendendo que o país perdeu o tempo da prevenção e agora enfrenta uma “guerra cognitiva” sem precedentes.

A participação do sociólogo e estrategista político Marcelo Senise no Compol Brasil 2026 consolidou-se como um dos marcos do 2º dia do evento, ao elevar o debate sobre os impactos da inteligência artificial (IA) na democracia e na integridade das instituições. Com a palestra intitulada “A Complexa Arte da Blindagem — Como proteger a verdade, a reputação e a confiança pública na era da guerra cognitiva”, Senise mobilizou um auditório composto por especialistas, gestores e comunicadores, apresentando uma análise profunda sobre a transição das disputas eleitorais para o campo da percepção em escala.

Presidente do IRIA — Instituto Brasileiro para a Regulamentação da Inteligência Artificial, Senise é reconhecido como um dos pioneiros no uso de tecnologias inteligentes aplicadas à comunicação política no Brasil, tendo implementado soluções de IA em campanhas ainda em 2018. Durante sua conferência em Florianópolis, o estrategista defendeu que o cenário atual exige mais do que marketing tradicional; exige sistemas de blindagem capazes de enfrentar a fabricação industrial de percepções e a erosão da confiança pública.

Um dos pontos centrais da exposição foi a análise do ambiente regulatório brasileiro. Senise destacou que, embora o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) venha desempenhando um papel fundamental e exaustivo na tentativa de reduzir danos e conter abusos tecnológicos, a solução definitiva não reside apenas na esfera normativa eleitoral. Para o especialista, há uma lacuna estrutural decorrente da omissão do Congresso Nacional, que se eximiu de sua responsabilidade constitucional ao não entregar uma regulamentação robusta e abrangente para a inteligência artificial a tempo do atual ciclo.

“Não vivemos mais apenas uma guerra de narrativas, mas uma disputa industrial por percepções. A verdade, isolada, já não possui os mecanismos automáticos de defesa necessários para sobreviver à velocidade da desinformação sintética. Blindagem, portanto, não é sobre esconder fatos, mas sobre estruturar a proteção da confiança pública antes que o caos ocupe o espaço da realidade”, afirmou Marcelo Senise durante a palestra.

O evento também marcou a apresentação da trilogia Blindagem Essencial. A obra, que sistematiza métodos de proteção reputacional e inteligência antecipativa, recebeu forte atenção do mercado de marketing político presente no Compol. O interesse demonstrado por consultores e estrategistas reforça a urgência de profissionalizar a defesa de biografias e mandatos diante de ataques coordenados e do uso malicioso de algoritmos.

“O Brasil perdeu o tempo da prevenção legislativa. Agora, cabe aos profissionais de comunicação e às instituições a responsabilidade de criar núcleos de inteligência que garantam a integridade do debate. O custo da omissão política na regulamentação da IA será pago com a instabilidade da confiança do eleitor”, concluiu o presidente do IRIA.

Marcelo Senise segue agora em agenda de diálogos institucionais e está disponível para entrevistas sobre os desafios da IA, regulação tecnológica e a preservação da integridade democrática.