Da redação
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UOL/FOLHAPRESSDurante uma ação realizada pela Vigilância em Saúde Ambiental e Zoonoses de Biguaçu, na Grande Florianópolis, ao menos 109 escorpiões-amarelos foram capturados em um mesmo condomínio na última terça-feira (14).Segundo a prefeitura de Biguaçu, a ocorrência foi registrada no bairro Praia João Rosa. Apesar do grande número de aracnídeos encontrados, não houve registros de picadas em moradores.Um cachorro acabou sendo atingido por um dos escorpiões. A ocorrência, de acordo com a prefeitura, foi o que acendeu o alerta para posterior ação da Vigilância Ambiental.Escorpiões chegaram até o quarto andar. Imagens gravadas no local mostram diversos escorpiões coletados pelas equipes de controle.Infestação vem sendo motivo de preocupação há meses entre os moradores do condomínio, diz morador. Em entrevista à NSC, Erik Kobel relatou que os animais chegaram a aparecer até mesmo em andares superiores do prédio. “Ontem vieram equipes, interditaram uma área por causa de problemas com escorpiões. Isso já é uma coisa que nós estamos tentando resolver há mais de seis meses”, afirmou o morador.Limpeza ajuda a evitar a proliferação, alerta a Vigilância em Saúde Ambiental e Zoonoses. O órgão afirmou que o acúmulo de lixo, entulho e materiais abandonados é um dos fatores que mais favorecem o surgimento de escorpiões em áreas urbanas. A orientação é manter quintais, terrenos e áreas comuns sempre limpos, além de descartar corretamente resíduos e materiais inservíveis.Em espaços privados, como casas e condomínios, a responsabilidade pela manutenção e limpeza é dos moradores ou administradores. Já em áreas públicas, o controle cabe ao poder público municipal.A prefeitura informou ainda que equipes técnicas continuarão monitorando a situação. Os profissionais devem retornar ao condomínio nos próximos dias para avaliar a necessidade de novas ações de controle.O escorpião-amarelo é considerado o principal responsável por acidentes com esses animais no país. De acordo com o Ministério da Saúde, a espécie possui grande capacidade de adaptação ao ambiente urbano.Em condições favoráveis, os escorpiões podem se reproduzir mais de duas vezes ao ano. Após o nascimento, os filhotes se dispersam rapidamente em busca de abrigo e alimento, o que contribui para a presença do animal em casas e prédios.Risco maior para crianças e idosos. A presença desses animais em áreas residenciais preocupa principalmente por causa do risco de acidentes. Crianças e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis a complicações causadas por picadas de escorpião. Por isso, casos de infestação costumam mobilizar ações de monitoramento e controle por parte das autoridades de saúde.Especialistas alertam que identificar sinais de escorpiões dentro de casa é fundamental para prevenir acidentes. A espécie escorpião-amarelo está entre as que mais causam ocorrências com animais peçonhentos no Brasil. Estudos apontam que os acidentes com escorpiões cresceram cerca de 250% na última década, e a tendência é de aumento nos próximos anos.Os escorpiões são animais noturnos e costumam deixar pistas. Por exemplo: carapaças trocadas, presença de filhotes e aumento de insetos como baratas, que são seu principal alimento. Locais úmidos e escuros – como ralos, frestas, entulhos, pilhas de madeira e lixo acumulado – são esconderijos comuns.Para reduzir o risco, especialistas recomendam eliminar abrigos, vedar ralos e frestas, controlar insetos e evitar umidade, medidas conhecidas como os “4 As”: acesso, abrigo, alimento e água. Em caso de picada, a orientação é lavar o local e procurar atendimento médico imediatamente, pois o tratamento com soro pode ser necessário, principalmente em crianças.






