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Inflação dispara, aumenta pressão sobre governo e Banco Central e faz previsões superarem 4,5%


Da redação

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de março registrou alta de 0,88%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 10, pelo IBGE. O resultado ficou acima da expectativa do mercado, que previa inflação de até 0,76% para o mês.

O avanço foi puxado principalmente pelo aumento nos preços de combustíveis e alimentação no domicílio, refletindo a pressão inflacionária derivada da guerra no Oriente Médio. “O dado de março reforça que temos sido surpreendidos pela inflação no curto prazo. Parte desse movimento já reflete efeitos do cenário externo, mais evidentes em combustíveis e começando a aparecer, ainda que de forma incipiente, em alimentos, via aumento do frete, efeito secundário da alta do diesel”, avaliou Leonardo Costa, economista do ASA.

A elevação dos preços coloca pressão sobre o governo, já que as medidas para conter o preço do diesel ainda não apresentam impacto nas bombas. Além disso, o aumento pode afetar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para o Banco Central, o ritmo mais forte da inflação reduz a possibilidade de acelerar os cortes da taxa básica de juros. O mercado já cogita que a próxima redução possa ser uma das últimas do ano, o que diminui a chance de a equipe de Gabriel Galípolo intensificar o ritmo de cortes para 0,5 ponto percentual.

Diante do resultado, Leonardo Costa informou que sua projeção para o IPCA de 2026, atualmente em 4,6%, deve ser revisada para cima. A tendência é de que o impacto da alta dos combustíveis gere efeitos em cascata sobre outros produtos no curto prazo, levando a mais pressão sobre o Banco Central.