Início Mundo Influenciadores destacam papel do português na conexão entre culturas no Brasil

Influenciadores destacam papel do português na conexão entre culturas no Brasil


Da redação

A língua portuguesa conecta cerca de 300 milhões de pessoas em quatro continentes, e sua relevância global é celebrada anualmente em 5 de maio pela Unesco desde 2019. Para destacar a data, dois influenciadores digitais, Baptista Miranda e Nabila Yousif, compartilharam experiências sobre o papel integrador do idioma.

O angolano Baptista Miranda produz conteúdo para o público brasileiro mostrando a realidade dos países africanos lusófonos. Ele relata ser frequentemente confundido no Brasil devido ao sotaque de Benguela, e destaca a pouca divulgação, no exterior, da existência de diversos países africanos que têm o português como língua oficial. Para ele, divulgar essa informação é motivo de orgulho.

Nabila Yousif chegou ao Brasil em 2012, após sair da Síria como refugiada. Ela aprendeu o português em um ano, com aulas intensivas e consumo contínuo de músicas e novelas brasileiras. “Eu estudava quase 24 horas por dia sem parar”, comenta. Nabila destaca ainda que trocar o idioma do celular e assistir novelas foram fundamentais no seu aprendizado.

As novelas brasileiras também foram importantes para Baptista, pois ajudaram a familiarizá-lo com a cultura do Brasil antes mesmo de sua chegada. Ele menciona um meme angolano que diz que o café da manhã brasileiro parece sempre farto nas novelas, diferente da sua experiência real. Nabila sugere que o influenciador faça amizades com árabes no Brasil, conhecidos por cafés da manhã generosos.

Nabila aponta similaridades culturais entre brasileiros e árabes, definindo ambos como receptivos e carinhosos. Ela destaca, ainda, a influência do árabe no português, citando palavras como “algodão”, “almofada” e “açúcar”. Baptista relata que o Brasil contribuiu para sua abertura emocional, especialmente ao valorizar a saúde mental.

Nabila participou de campanha de apoio alimentar para refugiados em parceria com a Acnur, e conta como a guerra na Síria forçou sua família a deixar o país em 2011. Baptista, que cresceu entre 12 familiares, celebra memórias em Kimbundu, língua tradicional de Angola que gostaria de ver valorizada nas escolas. Ambos defendem o português como ferramenta para superar preconceitos e promover entendimento cultural.