Da redação
A Polícia Civil do Distrito Federal investiga a morte de três pacientes na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga. Os óbitos ocorreram entre novembro e dezembro de 2023. Três técnicos de enfermagem — Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva — foram presos suspeitos de envolvimento nos crimes. As vítimas identificadas são João Clemente Pereira, de 63 anos, Miranilde Pereira da Silva, de 75, e Marcos Raymundo Fernandes Moreira, de 33.
Segundo a investigação, as mortes aconteceram em um intervalo de duas semanas e atingiram pacientes com diferentes perfis: Miranilde era professora, João Clemente atuava como supervisor na Caesb, e Marcos Moreira era carteiro dos Correios em Brazlândia. O hospital detectou as irregularidades e instaurou uma apuração interna, que resultou na abertura de inquérito policial.
A Operação Anúbis, deflagrada em 11 de janeiro, cumpriu mandados de busca e prendeu dois suspeitos. A terceira prisão ocorreu em 15 de janeiro, com apreensão de dispositivos eletrônicos. De acordo com o delegado Maurício Iacozzilli, Marcos Vinícius teria se passado por médico para conseguir medicamentos, alterando prescrições para aplicar doses letais nas vítimas. Amanda e Marcela atuavam na vigilância, impedindo o ingresso de outros funcionários enquanto o colega agia.
As investigações mostram que os suspeitos simulavam procedimentos de reanimação após as aplicações letais, para despistar demais funcionários. Os três envolvidos foram demitidos e respondem por homicídio qualificado. A polícia apura se há outras vítimas dentro da unidade hospitalar.
O Coren-DF declarou que acompanha o caso e adota providências cabíveis. A defesa de Marcos Vinícius reforça a presunção de inocência e critica o que chama de “narrativas especulativas”. As defesas de Amanda e Marcela ainda não se manifestaram.





