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Instituto aciona Meta por anúncios fraudulentos e pede R$ 1,5 bi por danos coletivos


Da redação

O Instituto Defesa Coletiva moveu uma ação civil pública contra a Meta na Justiça de Minas Gerais, acusando a empresa de promover e lucrar com anúncios fraudulentos em suas plataformas. Segundo a entidade, a Meta estaria ciente dos riscos e falharia na moderação de conteúdos pagos, o que abriria espaço para diferentes tipos de golpes.

A ação, que tramita na 32ª Vara Cível de Belo Horizonte, solicita a responsabilização da Meta por falha na prestação do serviço, pede indenização de R$ 1,5 bilhão por danos coletivos e a criação de mecanismos para coibir a circulação de anúncios fraudulentos. O instituto alega que o modelo de negócios da empresa, baseado na utilização de dados pessoais para segmentar publicidade, favorece fraudes online.

De acordo com o processo, golpistas conseguem ampliar o alcance de anúncios suspeitos e atingir públicos específicos, enquanto a Meta manteria tais anúncios ativos mesmo diante de indícios duvidosos. Estudos citados sustentam que parte da receita da empresa viria desse tipo de conteúdo, enquanto usuários comuns enfrentariam bloqueios automáticos mais rígidos.

A entidade aponta ainda tratamento desigual entre perfis e destaca que a exposição a golpes digitais afeta principalmente pessoas mais vulneráveis financeiramente. O processo integra um conjunto de ações semelhantes já movidas pelo instituto contra a empresa.

Em ação anterior, também em Minas Gerais, a Meta foi condenada por falhas na proteção de dados decorrentes de vazamento e invasões, sendo obrigada a pagar R$ 10 milhões em indenização coletiva. Os episódios envolveram o Facebook e o WhatsApp, com acesso indevido a informações pessoais e instalação de programas espiões, o que, segundo o instituto, demonstra recorrência das falhas na proteção dos usuários.