Da redação
O Instituto Social Oscar Niemeyer de Projetos e Pesquisas (ISON), autorizado pelo próprio Oscar Niemeyer a usar seu nome, planeja ampliar sua atuação em Brasília. A organização pretende resgatar projetos não executados pelo arquiteto na capital federal e propor novas formas de aproximar patrimônio, turismo e população, conforme declarou João Batista de Morais Jr, superintendente do instituto.
Desde sua origem em 2004, o ISON desenvolve ações que unem arquitetura, patrimônio histórico e inclusão social, segundo Morais Jr. Projetos da entidade já envolveram acervos da Assembleia Legislativa e da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, além do desenvolvimento do complexo de Maricá, idealizado por Niemeyer, que inclui aquário, arena e centro de pesquisas marinhas.
Entre as iniciativas para Brasília, o instituto deseja retomar propostas originais deixadas no papel, como a Praça do Povo — pensada para grandes manifestações e para preservar a Praça dos Três Poderes. Outra aposta é um museu virtual sobre a obra de Niemeyer, com recursos interativos e sem necessidade de investimento público direto, segundo o ISON.
O instituto também alerta para desafios atuais de preservação, como o impacto visual de telhados sobre monumentos, ampliado pelo uso de drones e transmissões aéreas. Segundo Morais Jr, a questão já foi apresentada ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O ISON reúne mais de 120 especialistas em diferentes áreas e busca parcerias com a Universidade de Brasília e órgãos responsáveis pelo patrimônio da capital.



