Da redação
Agentes do Instituto Brasília Ambiental removeram, em fevereiro, cerca de 57 comedouros e recipientes similares deixados por frequentadores no Parque Ecológico Águas Claras (Peac). A ação foi fundamentada na Lei Federal nº 9.605/1998, que trata de crimes ambientais, visando preservar os ecossistemas e proteger a fauna silvestre.
O presidente do Instituto, Rôney Nemer, alertou para os prejuízos causados pela prática. “As pessoas podem até achar que estão fazendo uma coisa boa. Mas não estão. Estão é causando alteração no comportamento natural das espécies, criando desequilíbrio e tornando-as vulneráveis a várias doenças”, afirmou.
Segundo Agda Sabino, agente de unidades de conservação, alimentar animais silvestres é inadequado e proibido, pois os alimentos oferecidos não integram sua dieta natural. Isso pode provocar doenças como diabetes e infecções, além de gerar dependência humana e perda da habilidade de buscar alimento no ambiente. Os comedouros ainda podem transmitir doenças entre espécies e atrair ratos e pragas.
A legislação ambiental prevê penalidades para quem interfere na fauna nativa. Para combater o problema, o Instituto Brasília Ambiental planeja ações de educação ambiental, incluindo a produção de material informativo para conscientizar visitantes sobre os riscos envolvidos.
Além disso, serão instaladas sinalizações verticais em pontos estratégicos do parque, como reforço visual permanente para orientar o público e fomentar a preservação da fauna silvestre.






