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Irã lança ofensiva contra indústria petroquímica saudita

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Da redação

Israel realizou dois ataques contra a principal usina petroquímica do Irã, levando Teerã a retaliar com bombardeios a uma instalação petroquímica da Arábia Saudita. O Irã também prometeu suspender restrições a novos ataques, sinalizando uma escalada que pode agravar a crise no mercado global de energia. A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou, em comunicado, que toda contenção anterior foi eliminada: “A partir de agora, todas essas considerações foram eliminadas”.

Segundo Israel, o alvo principal foi o complexo petroquímico de Shiraz, que fabrica fertilizantes usados na agricultura, sob alegação de produção de ácido nítrico para explosivos. Outro ataque atingiu uma petroquímica na província de Bushehr. A Companhia Nacional de Petroquímica do Irã (NPC) investiga os danos. Fontes do Exército dos EUA informaram ter atacado a ilha iraniana de Khang, centro de exportação de petróleo e gás, mas o Irã não confirmou a ofensiva.

Em resposta, o Irã bombardeou o complexo petroquímico de Jubail, na Arábia Saudita, um dos maiores do mundo. A Guarda Revolucionária declarou que os EUA e seus aliados podem ficar anos sem acesso ao petróleo e gás da região. Ainda segundo o comunicado, outro ataque atingiu o complexo de Ju’aymah, da Chevron Phillips, e um navio israelense foi destruído no porto de Khor Fakkan, nos Emirados Árabes Unidos.

Os ataques desta terça-feira (7) marcam a 99ª onda de ofensivas iranianas desde 28 de fevereiro, início da agressão contra Teerã. A Arábia Saudita não se pronunciou sobre os ataques. Empresas como Sadara, ExxonMobil, Dow Chemical e Chevron Phillips participam das instalações atingidas.

No Irã, segundo a Agência de Direitos Humanos do Irã (HRANA), 109 pessoas morreram em 24 horas, totalizando 1.600 civis (incluindo 248 crianças) e 1.200 militares iranianos mortos desde 28 de fevereiro. Foram registrados 573 ataques em apenas 20 províncias nas últimas 24 horas.