Da redação
O Irã afirmou estar preparado para responder a um ataque terrestre dos Estados Unidos, acusando Washington de movimentar tropas enquanto busca negociações. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, declarou que o país “jamais aceitará a humilhação” e está pronto para qualquer mobilização norte-americana.
O conflito começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã, expandindo-se para todo o Oriente Médio. Alinhados ao Irã, os houthis do Iêmen realizaram seus primeiros ataques contra Israel e ameaçaram o transporte marítimo global. O Irã, em resposta aos bombardeios, fechou efetivamente o Estreito de Ormuz, rota de cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo e gás.
Milhares de fuzileiros navais americanos chegaram à região a bordo de um navio de assalto anfíbio, enquanto o Pentágono se prepara para operações terrestres, que podem envolver forças especiais e infantaria. Segundo o secretário de Estado Marco Rubio, os EUA buscam “máxima flexibilidade”, podendo atingir alvos sem uso de tropas. O presidente Donald Trump ameaçou atacar infraestrutura energética iraniana se o estreito não for reaberto, dando um prazo de 10 dias.
Paralelamente, Paquistão, Arábia Saudita, Turquia e Egito conduzem negociações em Islamabad para tentar interromper o conflito, que já causou milhares de mortes e afetou o suprimento global de energia. Entre as propostas debatidas, está a criação de um consórcio regional para gerenciar o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. O Paquistão atua como mediador, tendo encaminhado sugestões à Casa Branca e ao Irã.
Apesar dos esforços diplomáticos, os ataques continuam. Israel bombardeou infraestrutura de armas no Irã e atingiu um cais em Bandar-e-Khamir, matando cinco pessoas. No Líbano, ataques ao Hezbollah deixaram três jornalistas e um soldado libanês mortos. Um prédio da emissora Al-Araby em Teerã também foi danificado e o Irã continuou ataques com drones no Iraque.





