Da redação
A seleção do Irã desembarcou em Seattle na noite de quarta-feira após enfrentar dificuldades logísticas e episódios de tensão durante a Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos. O time se prepara para enfrentar o Egito na madrugada de sábado, tendo pela primeira vez dois dias completos de preparação na cidade da partida.
Desde o início do torneio, a delegação iraniana enfrentou restrições para antecipar deslocamentos, em razão de tensões políticas e militares entre Irã e Estados Unidos. Segundo informações apuradas, além de dificuldades na obtenção de vistos para parte da equipe, o elenco precisou alterar sua base de preparação.
Originalmente, o Irã previa treinamento em Tucson, Arizona, mas foi transferido para Tijuana, México. Com isso, o grupo só recebia autorização para entrar nos Estados Unidos na véspera das partidas, sendo obrigado a retornar ao México após cada jogo, o que impactou negativamente a preparação.
As condições enfrentadas geraram críticas do técnico Amir Ghalenoei, que reclamou após a partida contra a Bélgica das limitações impostas. Conforme relatado por Ghalenoei, “a seleção conseguiu realizar apenas metade do treinamento programado em Los Angeles” antes da segunda rodada da fase de grupos.
Após o empate com a Bélgica, Ghalenoei confirmou a autorização para chegada antecipada a Seattle e questionou publicamente por que a mesma concessão não ocorreu em jogos anteriores. A delegação ainda repercutiu ao deixar no vestiário de Los Angeles uma mensagem destacando o “espírito do Irã” e agradecendo à cidade pela hospitalidade.
O Irã permanece invicto no Grupo G, após empatar por 2 a 2 com Nova Zelândia e 0 a 0 com a Bélgica, somando dois pontos e ocupando a segunda posição. A equipe depende de vitória contra o Egito para avançar ao mata-mata, resultado inédito em sua história recente na Copa do Mundo.





