Da redação do Conectado ao Poder
Em meio à crise em Gaza, ministro israelense aponta relação entre Lula e o Irã, destacando o impacto da retirada.

Israel criticou a decisão do presidente Lula em retirar o Brasil da Aliança Internacional da Memória do Holocausto (IHRA). A saída do país da organização foi anunciada na terça-feira e rapidamente ganhou repercussão internacional.
A IHRA foi criada com o propósito de combater a negação do Holocausto e promover a educação sobre o tema. A decisão de Lula está alinhada com uma postura mais crítica em relação ao governo de Israel. Durante uma coletiva de imprensa, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que “essa decisão é profundamente decepcionante e cria um precedente preocupante”.
Na visão israelense, o Brasil, ao se desligar da IHRA, se afasta de valores democráticos essenciais e ignora a importância do combate ao antisemitismo. A retirada ocorre em um momento em que diversas manifestações de ódio têm sido registradas mundialmente, incluindo no Brasil.
A crítica se intensificou entre ativistas e líderes da comunidade judaica, que expressaram preocupação com o aumento do antisemitismo no país. Segundo eles, a participação do Brasil na IHRA é crucial para garantir uma postura ativa contra a intolerância e o ódio.
A decisão também gera debates internos no Brasil, onde alguns setores apoiam a posição do governo, enquanto outros condenam a retirada, argumentando que isso pode afetar as relações internacionais do país.
Estando em meio a tensões políticas, a decisão de Lula é vista como uma mudança significativa na diplomacia brasileira. Especialistas indicam que as próximas ações do governo serão observadas de perto, já que a aliança com a IHRA é considerada um passo importante no fortalecimento das relações com a comunidade judaica global.



