Da redação
Israel intensificou a ofensiva militar no Líbano neste domingo (22) ao destruir a principal ponte que liga o sul do país ao restante do território, após ordem de Tel Aviv para eliminar todas as travessias sobre o rio Litani. Segundo moradores, como Lama al-Fares, famílias deixaram suas casas às pressas após alertas dos bombardeios. Ela relatou à Reuters: “Nossa casa fica bem ao lado da ponte. Ela foi destruída na última guerra e reconstruímos uma estrutura básica para viver. Espero que ainda esteja de pé”.
O ataque afetou uma importante rodovia costeira e faz parte de uma escalada na campanha israelense, que já havia demolido três pontes no sul do Líbano nos últimos dez dias e intensificado a destruição de residências em “vilarejos de linha de frente”. Israel Katz, ministro da Defesa de Israel, afirmou que a estratégia visa impedir o deslocamento de combatentes e armas do Hezbollah para o sul.
Segundo o Ministério da Saúde libanês, mais de 1.000 pessoas já morreram nos ataques israelenses, incluindo cerca de 120 crianças, 80 mulheres e 40 profissionais de saúde. As autoridades não informam separadamente o número de civis e combatentes. Neste domingo, Israel também relatou a morte de um civil e dois soldados perto da fronteira, após ataques atribuídos ao Hezbollah.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, denunciou o bombardeio e afirmou que os ataques à infraestrutura representam “o prelúdio de uma invasão terrestre”. Organizações de direitos humanos, como Human Rights Watch, alertaram para o risco de uma catástrofe humanitária caso o sul do país fique isolado, apontando que a destruição indiscriminada de casas pode se configurar em crime de guerra.
O Exército de Israel afirma que as operações, que incluem manobras terrestres e ataques a depósitos de armas do Hezbollah, têm como objetivo proteger os moradores do norte israelense.







