Da redação
Israel realizou, neste sábado (28), uma ofensiva de grande escala contra o Irã, envolvendo 200 aviões de caça – o maior número reunido pelo país em uma única operação militar. Segundo as Forças de Defesa de Israel, cerca de 500 alvos foram atingidos. As autoridades afirmam que a ação foi coordenada com os Estados Unidos, embora ainda não esteja claro o grau de participação americana. Aviões israelenses contaram com apoio de aeronaves de reabastecimento aéreo dos EUA, e imagens mostram mísseis Tomahawk americanos cruzando o espaço aéreo do Iraque em direção ao Irã.
Em resposta, a TV estatal do Irã, Irib, informou que o país lançou um míssil balístico Fattah contra Tel Aviv. O Fattah, exibido pela Guarda Revolucionária em 2023, é capaz de carregar múltiplas ogivas e possui alcance médio de 1.400 km. Embora classificado como hipersônico, especialistas apontam que todos os mísseis balísticos atingem essas velocidades. O Canal 12 de Israel confirmou o lançamento, mas não há confirmação se o alvo foi atingido.
Durante a noite, o presidente dos EUA, Donald Trump, acompanhou os desdobramentos dos ataques ao lado da equipe de segurança nacional em Mar-a-Lago, na Flórida. Por meio de sua porta-voz, Karoline Leavitt, foi informado que Trump conversou por telefone com o premiê israelense, Binyamin Netanyahu. Leavitt também destacou que o secretário de Estado comunicou os oito integrantes do grupo legislativo Gangue dos 8 sobre as operações, conseguindo contato com sete deles.
No Irã, o clima é de tensão e ansiedade. Tannaz, iraniana que vive em Dubai desde que deixou o país em 2022, relatou sentir uma mescla de empolgação, felicidade e vingança, mas também preocupação com seu povo. Ela afirmou que hoje todo iraniano se sente irmão de 90 milhões de compatriotas, mas lamentou o corte da internet no país, que a impede de manter contato com familiares.
A situação segue monitorada pelas autoridades americanas e israelenses, sem informações sobre vítimas ou novos desdobramentos até o momento.






