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Israel e Líbano prorrogam cessar-fogo por 45 dias apesar de novos ataques

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Da redação

Os governos de Líbano e Israel concordaram em estender o cessar-fogo vigente por mais 45 dias. O anúncio foi feito nesta sexta-feira pelos Estados Unidos, após reuniões entre delegações dos dois países em Washington. A medida busca permitir avanços políticos, mesmo com ataques israelenses em andamento.

Desde o início do cessar-fogo, o Exército de Israel manteve operações militares contra alvos do Hezbollah no território libanês. De acordo com dados oficiais compilados pela AFP, ao menos 400 pessoas morreram desde então. A extensão da trégua visa interromper a escalada da violência na região.

O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, informou que a suspensão das hostilidades, que terminaria no domingo, foi ampliada para “permitir novos avanços”. Pigott destacou que as conversas visam impulsionar “uma paz duradoura”, o reconhecimento mútuo de soberania e segurança fronteiriça entre Líbano e Israel.

Negociações adicionais estão agendadas com o objetivo de buscar uma solução permanente. O Departamento de Estado conduzirá encontros políticos em 2 e 3 de junho, enquanto o Pentágono reunirá delegações militares no dia 29 de maio. O embaixador israelense Yechiel Leiter afirmou: “Haverá altos e baixos, mas o potencial de sucesso é grande”.

A delegação libanesa considerou a trégua um passo para a estabilidade, e o primeiro-ministro Nawaf Salam declarou que “chega de aventuras irresponsáveis a serviço de projetos ou interesses estrangeiros”, referindo-se ao Hezbollah. Entretanto, ocorrências militares recentes mantêm a tensão, principalmente no sul do Líbano.

Na região de Tiro, o Exército israelense ordenou evacuações devido à presença de infraestrutura do Hezbollah. Ataques aéreos registrados causaram ao menos 37 feridos, incluindo civis e trabalhadores hospitalares, e três paramédicos morreram, segundo autoridades libanesas. No mesmo período, o número de militares israelenses mortos desde março aumentou para 19.