Da redação
Israel realizou uma série de ataques aéreos contra Teerã nesta quinta-feira (5), alegando ter atingido bases de infraestrutura das autoridades iranianas. Em resposta, mísseis iranianos lançados sobre Israel forçaram milhões de pessoas a buscar abrigo em instalações antiaéreas.
O conflito entre Estados Unidos e Irã chega ao sexto dia e já se espalha para a Ásia, provocando instabilidade nos mercados internacionais. A situação no Oriente Médio fez milhares de turistas e moradores tentarem deixar a região.
O ministro das Relações Exteriores do Irã classificou como “atrocidade no mar” o naufrágio de uma fragata iraniana na costa do Sri Lanka, na quarta-feira (4), que resultou na morte de pelo menos 80 pessoas. Segundo ele, a embarcação foi atingida sem aviso prévio em águas internacionais e alertou que os EUA “se arrependerão amargamente”.
O comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, general Kioumars Heydari, afirmou à TV estatal: “Decidimos combater os norte-americanos onde quer que estejam”, declarando não se importar com a duração da guerra. Nesta quinta, a Guarda Revolucionária disse ter atingido um petroleiro americano no Golfo e declarou que, em tempos de guerra, o Estreito de Ormuz está sob controle iraniano.
A Otan derrubou um míssil balístico iraniano disparado contra a Turquia, marcando a primeira vez que o país, membro da aliança, se envolve diretamente no conflito no Oriente Médio. O Estado-Maior das Forças Armadas iranianas negou o ataque à Turquia. Em Washington, senadores republicanos barraram uma moção para limitar a ação militar dos EUA contra o Irã, mantendo amplo poder ao presidente Donald Trump. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, declarou ao ministro da Defesa de Israel, Israel Katz: “Continue até o fim — estamos com vocês”.






