Da redação
O Tribunal do Júri do Gama condenou Jaci, mulher trans reconhecida pelo nome social, a 13 anos, quatro meses e 27 dias de prisão pelo assassinato de Willian da Silva Ribeiro. O crime ocorreu em março de 2025, em via pública do Setor Central da região, após jurados considerarem o ataque de extrema violência.
Durante o julgamento, realizado em 5 de maio, Jaci solicitou e obteve da Justiça o reconhecimento formal de sua identidade de gênero feminina. Segundo a denúncia, a vítima foi atingida por diversos golpes de madeira, o que levou ao reconhecimento da autoria e à qualificadora de meio cruel devido à brutalidade do ato.
O Conselho de Sentença reconheceu uma causa de diminuição da pena, levando em conta que o crime foi cometido sob violenta emoção. Ainda conforme os autos, Willian teria insultado a orientação sexual da companheira de Jaci, motivando a reação desproporcional, conforme explicou o juiz presidente do Júri durante a leitura da sentença.
Na fixação da pena, o magistrado considerou a reincidência de Jaci, que já tinha condenações anteriores por roubo, além do fato de o homicídio ter ocorrido enquanto cumpria pena em regime aberto. O juiz também destacou a gravidade do delito por ter sido cometido em local público.
Além da pena de reclusão, Jaci foi condenada ao pagamento de indenização de R$ 20 mil à família de Willian da Silva Ribeiro, em compensação por danos morais decorrentes do crime. A determinação faz parte da sentença emitida pelo Tribunal do Júri nesta segunda-feira.
Jaci, que já estava presa preventivamente desde o início do processo, deverá iniciar o cumprimento da pena em regime fechado. O magistrado estabeleceu que a ré não poderá recorrer da decisão em liberdade, conforme a sentença proferida em 5 de maio.







