Da redação
O Japão enfrentará o Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 acompanhado de expectativas elevadas, segundo dirigentes e jogadores japoneses. A seleção asiática chega respaldada por um projeto de longo prazo da Federação Japonesa de Futebol (JFA), que estipula conquistar um título mundial até 2050.
Conforme a JFA, o planejamento, iniciado com o documento “JFA 2005 Declaration”, busca não apenas fortalecer a seleção principal, mas ampliar o futebol em todo o país, investir em treinadores, consolidar clubes estruturados e envolver cerca de dez milhões de pessoas com o esporte. O objetivo é transformar o futebol em ferramenta de desenvolvimento social e cultural, o que diferencia o Japão de seleções que focam apenas em ciclos de Copa do Mundo.
A profissionalização do futebol japonês foi impulsionada pela criação da J-League em 1993, considerada um divisor de águas no esporte nacional. A liga priorizou planejamento financeiro, fortalecimento da base e integração com escolas e comunidades, contando ainda com papel relevante do brasileiro Zico. Os resultados apareceram rapidamente: o Japão estreou na Copa de 1998 e alcançou as oitavas de final em edições posteriores, além de revelar atletas para os principais campeonatos europeus.
De acordo com dados recentes, antes da fase de mata-mata, o Japão perdeu apenas três dos últimos 30 jogos entre amistosos e competições oficiais. Em outubro de 2025, a seleção japonesa venceu o Brasil por 3 a 2 em amistoso internacional, apontado por jornalistas locais como exemplo de crescimento. Jogadores como Daizen Maeda e o goleiro Zion Suzuki afirmam que o elenco acredita ser capaz de enfrentar qualquer seleção na atual competição.





