Da redação
O advogado Jeffrey Chiquini, pré-candidato a deputado, busca afastar a imagem do partido Novo do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, que também é pré-candidato à Presidência. A movimentação ganhou destaque nesta semana após declarações recentes de Zema sobre a disputa eleitoral.
Chiquini, que atuou na defesa de Filipe Martins no Supremo Tribunal Federal durante o julgamento da chamada trama golpista, intensificou sua atuação política no Novo. O advogado procura dissociar a legenda das posições de Zema, principalmente diante de repercussões entre eleitores conservadores.
Romeu Zema voltou ao centro dos debates ao declarar que “votar em Flávio Bolsonaro (PL) é entregar a eleição para Lula (PT)”. A fala gerou incômodo entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, reacendendo divergências dentro do campo da direita sobre alianças e estratégias para 2026.
Segundo interlocutores do partido, a tentativa de distanciamento liderada por Chiquini tem como objetivo preservar a autonomia e identidade do Novo diante do cenário nacional. A sigla busca se consolidar como alternativa a nomes tradicionais e evitar desgastes provocados por declarações polêmicas.
A repercussão das falas de Zema repercutiu negativamente entre bolsonaristas, que passaram a questionar possíveis alianças entre o Novo e atores do campo petista. Lideranças do partido reforçaram que não há definições acerca de coligações formais para as eleições presidenciais.
Para relembrar, Jeffrey Chiquini ganhou projeção ao representar Filipe Martins em um dos casos de maior destaque no STF neste ano. Romeu Zema, por sua vez, foi governador de Minas Gerais e está atualmente filiado ao Novo como principal nome da legenda para a disputa nacional.






