Da redação
João Campos, que assumiu o comando nacional do PSB há quase um ano, enfrenta críticas internas por suas ações neste período pré-eleitoral. Apesar de receber elogios por buscar “oxigenar” a legenda, entre socialistas mais experientes cresce o descontentamento com a condução da renovação.
Filho de Eduardo Campos, João Campos, de 32 anos, é visto por parte da antiga guarda do partido como alguém que não conseguiu equilibrar a entrada de novos quadros com a preservação de figuras históricas da sigla. Um dos principais exemplos dessa insatisfação é a saída de Milton Coelho, que deixou o PSB após mais de trinta anos de militância em Pernambuco.
Segundo uma liderança do partido, ouvida pela coluna, João Campos estaria priorizando pessoas próximas. “A sua patota”, reclamou a fonte, ressaltando que diversos quadros tradicionais podem seguir o mesmo caminho de Milton Coelho.
A avaliação nos bastidores é de que, sob a liderança de João Campos, parte dos militantes sente que seu tempo dentro do partido chegou ao fim. “Muitos vão acabar saindo ou se afastando porque estão entendendo que, com João, o tempo deles acabou”, concluiu a mesma liderança socialista.







