Início Política Jorge Messias cogita deixar AGU após rejeição ao STF, Lula pede permanência

Jorge Messias cogita deixar AGU após rejeição ao STF, Lula pede permanência


Da redação

O ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, admitiu a aliados que pode deixar o cargo após sua indicação ao Supremo Tribunal Federal ser rejeitada pelo Senado na noite de quarta-feira (29), em Brasília. Abalado com o resultado, Messias relatou em mensagens o desejo de sair do governo.

Durante reunião com o presidente Lula no Palácio do Alvorada, Messias manifestou sua intenção de saída, mas ouviu do presidente um pedido para não tomar decisões precipitadas. De acordo com relatos, integrantes do governo defendem que Messias assuma o Ministério da Justiça como reconhecimento por seu trabalho à frente da AGU.

Segundo o próprio Messias, seu sonho foi destruído por senadores, embora tenha apresentado sua candidatura ao STF de maneira respeitosa. Ele afirmou ainda que enfrentou uma campanha difamatória durante cinco meses e ressaltou a falta de apoio de membros do PT, alguns dos quais defendiam outros nomes para a Suprema Corte.

Aliados sugerem que a permanência de Messias na AGU é dificultada pela necessidade de negociar com autoridades que articularam sua derrota. Entre os adversários da indicação estão, conforme avaliação de aliados, os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, além do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o senador Rodrigo Pacheco.

Durante as conversas com senadores, Messias argumentou que não deveria ser prejudicado por desentendimentos entre Lula e Alcolumbre. Após a votação, ele disse a aliados que entrará para a história como o único rejeitado ao cargo em mais de cem anos. Lula precisava de 41 votos, mas Messias obteve apenas 34, sendo barrado pela primeira vez desde 1894.

Após o resultado, a quinta-feira (30) foi marcada por desconfiança entre aliados do governo. Dirigentes do MDB informaram à Presidência que o partido apoiou Messias, exceto a senadora Ivete da Silveira. Lula poderá indicar outro nome ao STF, mas Alcolumbre prometeu à oposição que só haverá nova votação após as eleições.