Da redação
O interesse dos jovens brasileiros por abrir o próprio negócio ou buscar formas flexíveis de trabalho perdeu força, de acordo com a 67ª edição da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira: visão da população sobre o mercado de trabalho, divulgada nesta sexta-feira (10). O estudo, encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), revela que o emprego formal, regido pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), é considerado o mais atrativo para mais de um terço (36,3%) das pessoas ocupadas que estavam em busca de trabalho.
A preferência pelo emprego com carteira assinada se destaca entre os jovens. Segundo o levantamento, 41,4% dos brasileiros de 25 a 34 anos que estavam ocupados e buscaram uma nova oportunidade no mês anterior à pesquisa apontaram o regime CLT como a opção mais interessante.
Entre os mais jovens, de 16 a 24 anos, a preferência pelo emprego formal também se manteve elevada, sendo citada por 38,1% dos entrevistados nesta faixa etária.
Claudia Perdigão, especialista em Políticas e Indústria da CNI, argumenta que, apesar do crescimento de novas modalidades de trabalho — como aquelas ligadas a plataformas digitais — o trabalhador continua valorizando o acesso a direitos trabalhistas, estabilidade e proteção social.
“Ainda representam um diferencial relevante mesmo em um contexto de maior flexibilização das relações de trabalho”, destacou Claudia Perdigão.







