
Por Sandro Gianelli

Política e a justiça andam lado a lado ou de lados opostos, como preferir. O conflito de interesses e a demora dos julgamentos de diversos processos causam enorme insegurança e às vezes até injustiça para os envolvidos.
Raad Massouh x CLDF
Um dos casos em que a reputação foi colocada em xeque e no final o acusado e condenado foi absolvido, foi o caso do deputado distrital Raad Massouh.
Raad teve seu mandato cassado na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Ou seja, julgado e condenado, e depois a justiça o absolveu das acusações.
Luzia de Paula x José Gomes
O deputado distrital José Gomes foi condenado por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), em 11 de abril de 2019, à perda da cadeira na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) por abuso de poder econômico. Em maio de 2020, o Ministério Público Eleitoral (MPE) se manifestou pela manutenção da cassação.
A suplente, Luzia de Paula, chegou a assumir o mandato. Mas, José recorreu e permanece no cargo. Se no final for constatado que ele deveria ter sido afastado do mandato não haverá nenhuma forma de retornar o mandato para Luzia. Assim como ocorreu com Raad, nada trará o tempo perdido para Luzia.
PTB nacional
Atualmente existe uma disputa pelo comando do PTB nacional. O troca troca na executiva nacional do partido pode atrapalhar os planos de José Gomes, que atualmente é o presidente do partido no DF.
Outro problema, é que essa insegurança atrapalha na formação da nominata e transforma um bom partido, numa sigla insegura para quem pretende se filiar e concorrer nas eleições de 2022.
PROS
Outro caso que já dura mais de dois anos é a disputa interna que assombra o PROS nacional. De um lado o presidente, idealizador e fundador do PROS, Eurípedes Júnior, e do outro o ex-secretário de comunicação do partido, Marcus Vinícius de Holanda.
O caso está na pauta da 8ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), que poderá definir o comando do PROS nesta terça-feira (8).
A definição traria mais segurança para os pré-candidatos que veem na sigla, uma boa opção para concorrer nas eleições de 2022.
*Sandro Gianelli é consultor em marketing político, jornalista e radialista. Escreve a Coluna do Gianelli no Portal Conectado ao Poder.




