Início Brasil Juiz que condenou Beira-Mar defende classificar PCC e CV como terroristas

Juiz que condenou Beira-Mar defende classificar PCC e CV como terroristas


Da redação

O juiz federal aposentado Odilon de Oliveira, de 76 anos, declarou nesta sexta-feira que concorda com a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Ele atuou por três décadas na fronteira do Brasil com Bolívia e Paraguai e determinou a prisão de Fernandinho Beira-Mar.

Odilon de Oliveira argumentou que a atuação dos grupos corresponde ao perfil de organizações terroristas, conforme definição já adotada pelo governo norte-americano. “Essas facções praticam atos que geram terror e instabilidade, e é preciso tratá-las como tal”, afirmou o magistrado aposentado em entrevista.

Segundo o juiz, sua experiência no combate ao crime organizado na região de fronteira permitiu observar o elevado grau de sofisticação dos métodos empregados por PCC e CV. De acordo com ele, a influência dessas organizações afeta não apenas o Brasil, mas também países vizinhos, exigindo uma resposta mais enfática das autoridades.

A declaração de Odilon ocorre em meio à intensificação do debate sobre a atuação das facções criminosas, em especial no tráfico internacional de drogas e no envolvimento com crimes violentos. O magistrado destacou que, apesar das operações frequentes, ainda há necessidade de medidas mais duras para conter o avanço desses grupos.

Odilon de Oliveira foi responsável por importantes decisões judiciais ao longo de sua carreira, incluindo ordens de prisão de criminosos de grande notoriedade. Ele ressaltou que chamar as facções de organizações terroristas é fundamental para ampliar o combate ao crime e fortalecer a cooperação internacional.

No contexto internacional, os Estados Unidos incluíram recentemente o PCC e o Comando Vermelho em sua lista de organizações terroristas, o que prevê sanções econômicas e restrições adicionais. O tema tem sido objeto de discussão entre autoridades brasileiras e organismos de segurança da América do Sul.