Da redação
Uma juíza federal em Boston barrou a tentativa do governo Donald Trump de revogar o status legal de mais de 8,4 mil familiares de cidadãos americanos originários de sete países latino-americanos. A liminar preliminar foi emitida na noite de sábado (24) pela juíza distrital Indira Talwani, impedindo o Departamento de Segurança Interna (DHS) de encerrar a entrada condicional humanitária para pessoas de Cuba, Haiti, Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala e Honduras.
Os programas de reunificação familiar em questão foram criados ou ampliados durante o governo Joe Biden. Eles permitem que cidadãos americanos ou residentes permanentes patrocinem parentes próximos para viverem nos Estados Unidos enquanto aguardam a concessão de vistos de imigrante.
O governo Trump havia anunciado, em 12 de dezembro, o fim desses programas, alegando incompatibilidade com suas prioridades de fiscalização da imigração e possível uso indevido dos mecanismos para contornar processos tradicionais. A revogação estava prevista para entrar em vigor em 14 de janeiro, mas Talwani primeiramente concedeu uma restrição temporária de 14 dias e, agora, uma liminar mais duradoura.
Em sua decisão, a juíza criticou a falta de justificativa do DHS, comandado pela secretária Kristi Noem, quanto aos riscos de fraude ou impacto sobre os atingidos, muitos dos quais já haviam vendido bens em seus países de origem. Talwani classificou a mudança como “arbitrária e caprichosa”.
O Departamento de Segurança Interna não comentou a decisão. O caso integra uma ação mais ampla movida por defensores de imigrantes contra as tentativas do governo de reverter políticas de entrada condicional temporária.





