Da redação
A Vara do Júri de Guarulhos agendou para 22 a 26 de junho o julgamento dos policiais militares cabo Dênis Antônio Martins, soldado Ruan Silva Rodrigues e tenente Fernando Genauro da Silva, suspeitos do assassinato do empresário e delator Antônio Vinícius Lopes Gritzbach. O crime ocorreu em novembro de 2024, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Os três policiais estão presos e o processo corre sob segredo de Justiça, segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo.
De acordo com a Promotoria, Martins e Rodrigues teriam sido os atiradores, enquanto Silva teria dirigido o carro utilizado na fuga. As investigações utilizaram dados de aplicativos de geolocalização, torres de celular, material genético e imagens de câmeras de segurança para identificar os envolvidos. O advogado do tenente Silva, Mauro Ribas, afirmou que seu cliente é inocente e buscará convencer o júri sob a tese da negativa de autoria. As defesas dos outros dois policiais não se pronunciaram até o momento.
Em dezembro, o Tribunal de Justiça Militar de São Paulo condenou 11 policiais militares por organização criminosa, referente à escolta armada prestada a Gritzbach. As penas variam de cinco meses a sete anos e cinco meses de prisão, a serem cumpridas em regime semiaberto. Quatro PMs foram absolvidos no mesmo processo por falta de indícios contra eles. As defesas anunciaram que vão recorrer das condenações.
A Justiça considerou que os policiais condenados sabiam do envolvimento de Gritzbach com o PCC, além de sua confissão em um esquema de lavagem de dinheiro e de ser acusado de mandar matar integrantes da facção — crimes comprovados por conversas em celulares apreendidos e pela ilegalidade do serviço de escolta.
Após a morte de Gritzbach, sete policiais civis também foram presos, incluindo o delegado Fabio Baena, acusado de corrupção. Em sua delação, Gritzbach entregou provas de cobranças de propina entre agentes. Os processos contra mandantes, executores e policiais civis seguem em andamento na primeira instância.





