Da redação
O julgamento do caso Henry entra nesta quarta-feira, 3 de julho, na fase de debates no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. O processo envolve o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e sua ex-companheira, Monique Medeiros, acusados de envolvimento na morte do menino Henry Borel em março de 2021.
Segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Henry Borel, de 4 anos, morreu em 8 de março de 2021 após sofrer agressões atribuídas a Jairinho, enquanto Monique é acusada de omissão. O laudo oficial do Instituto Médico Legal apontou que a causa da morte foi laceração hepática de ação contundente.
O júri, considerado o processo mais longo do estado, teve início em 25 de junho e ocorreu inclusive nos finais de semana, com interrupções apenas para alimentação, necessidades fisiológicas e descanso dos sete jurados. A decisão sobre o caso será tomada por maioria simples e voto secreto, com participação de cinco homens e duas mulheres.
Durante a fase de instrução, foram ouvidas 22 testemunhas indicadas pela defesa, acusação e pelo juízo. Na terça-feira, 2 de julho, tanto Jairinho quanto Monique foram interrogados em plenário. Ambos negaram envolvimento na morte da criança. Monique afirmou desconhecer qualquer agressão a Henry, e Jairinho disse que as lesões poderiam ter origem em acidente anterior ou em procedimentos médicos de emergência.
Nesta etapa final, o Ministério Público apresentará argumentação, seguido pelo assistente de acusação, Leniel Borel, pai de Henry, e, depois, pelas sustentações das defesas. Caso haja condenação, a juíza Elizabeth Machado Louro será responsável por fixar a pena e proferir a sentença.
O procedimento do júri prevê que a juíza oriente objetivamente o Conselho de Sentença sobre quesitos como existência do fato, autoria, e eventuais circunstâncias qualificadoras ou atenuantes, antes de proclamar o resultado, que pode ser absolvição ou condenação dos réus.






