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Justiça autoriza Jairinho a depor após Monique Medeiros no júri do caso Henry


Da redação

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu nesta quarta-feira permitir que Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, seja ouvido apenas após o depoimento de Monique Medeiros, no júri que ocorre na capital fluminense. A decisão foi tomada em caráter liminar durante o julgamento do caso Henry Borel.

A defesa de Jairinho alegou que, caso ele fosse ouvido antes da mãe de Henry, ficaria impossibilitado de se defender das acusações feitas por Monique Medeiros. Ela acusa o ex-vereador de ter cometido o crime sozinho. O pedido havia sido apresentado no início do julgamento, na segunda-feira, mas foi inicialmente negado.

O pleito voltou a ser avaliado nesta quarta-feira, quando o desembargador Sidney Rosa da Silva acatou o habeas corpus impetrado pelos advogados de Jairinho. A decisão determina que Monique deponha antes do réu, alterando o andamento previsto para os depoimentos no tribunal do júri.

A magistratura entendeu que a inversão da ordem dos depoimentos não traria prejuízo à defesa de Monique Medeiros. Assim, o juiz responsável pelo caso autorizou que o novo cronograma seja seguido, em atendimento à solicitação da defesa do ex-vereador.

O julgamento, que envolve as acusações de participação nas circunstâncias da morte de Henry Borel, ocorre no Rio de Janeiro e conta com ampla cobertura devido à repercussão nacional do caso. Jairinho e Monique respondem juntos no processo e ambos prestam depoimento perante o Tribunal do Júri.

Segundo os advogados de Jairinho, a estratégia visa garantir o direito de defesa plena ao réu. O pedido indeferido anteriormente foi apresentado já no primeiro dia de júri, sendo agora reconsiderado no terceiro dia, após nova análise do habeas corpus pelo Tribunal de Justiça fluminense.