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Justiça condena 2 acusados de matar universitária em assalto na zona leste de SP a mais de 30 anos de prisão

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Da redação

Dois homens acusados de envolvimento no assalto que resultou na morte da universitária Beatriz Munhos, de 20 anos, em 2025, na zona leste de São Paulo, foram condenados na última quinta-feira (5). Isaías dos Santos Silva, identificado como autor do disparo, recebeu pena de 31 anos e 6 meses de prisão. Lucas Kauan da Silva Pereira, apontado como motorista da motocicleta usada no crime, foi condenado a 30 anos e 4 meses. Ambos responderam por latrocínio e cumprirão pena em regime fechado. Ainda cabe recurso da decisão.

O crime ocorreu durante uma negociação para a venda de um drone anunciado por R$ 35 mil na internet. Beatriz saiu de Sorocaba para entregar o equipamento em Sapopemba, acompanhada do pai, Lucas Munhos, e do namorado, Leonardo Silva. Os três foram abordados pelos criminosos por volta das 20h do dia 1º de novembro. Segundo a investigação, Beatriz usou um spray de pimenta contra Isaías, que reagiu disparando contra ela. O grupo fugiu levando apenas o celular do pai, sem conseguir levar o drone.

A decisão judicial, assinada pelo juiz Marcello Guimarães, cita que Isaías confessou ter disparado, alegando não ter tido intenção de atirar. Lucas também admitiu participação no assalto durante o julgamento. Outros dois suspeitos, Gabriel Ferreira da Silva e Matheus Andrade da Silva, seguem presos preventivamente e respondem em um processo separado.

A polícia apurou que o grupo usava falsas negociações pela internet para atrair vítimas e cometer outros roubos semelhantes. Gabriel, apontado como líder, criava perfis falsos para abordar anúncios de produtos de alto valor e marcar os encontros. Matheus também é investigado por envolvimento.

No Instagram, o pai da vítima disse que a decisão judicial foi “o mínimo que esperava da Justiça brasileira” e que a prisão dos envolvidos traz um “sutil alívio” à família. A defesa de Isaías já informou à Folha de S.Paulo que irá recorrer da sentença, enquanto a Defensoria Pública, que representa Lucas, não comentou o caso.