Da redação
O vereador de São Paulo Senival Moura foi solto após ter um pedido de habeas corpus aceito pela Justiça. Ele havia sido preso em 25 de junho em uma operação conjunta do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil, e, após a prisão, pediu afastamento do Partido dos Trabalhadores (PT).
Conforme a defesa, a liberdade foi concedida porque o prazo de prisão temporária havia sido extrapolado. O processo tramita sob segredo de Justiça. Em nota, a defesa afirmou que a decisão “restabelece a legalidade ao reconhecer a inexistência de fundamentos atuais, concretos e individualizados capazes de justificar a manutenção de medida cautelar tão excepcional”.
De acordo com as investigações, mensagens apreendidas pela Polícia Civil apontam que Senival teria papel central na distribuição informal de recursos da Transunião, empresa suspeita de atuar em esquema de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a polícia, o vereador era “o verdadeiro detentor do poder de condução da estrutura paralela de gestão financeira” da concessionária.
A investigação teve início em 2020, após a morte do então presidente da Transunião, Adauto Soares Jorge, assassinado segundo a polícia após desvios financeiros na empresa. Desde então, Senival passou a ser monitorado pelas autoridades, que investigam seu suposto envolvimento nas operações financeiras da empresa.





