Início Eleições Justiça Eleitoral determina investigação contra Ana Elisa após pedido de Flávio Bolsonaro

Justiça Eleitoral determina investigação contra Ana Elisa após pedido de Flávio Bolsonaro

Por Alex Blau Blau

Deputada federal eleita pelo PT será investigada pela Polícia Federal por suspeita de divulgar informações falsas durante a campanha presidencial

A Justiça Eleitoral de Minas Gerais determinou, nesta quarta-feira (14), a abertura de um inquérito pela Polícia Federal para investigar a deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG). A medida foi adotada após uma denúncia apresentada pela defesa do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL).

A investigação envolve publicações nas redes sociais relacionadas a Nossa Senhora Aparecida. Segundo os advogados de Flávio, a parlamentar teria divulgado informações falsas ao associar apoiadores do candidato a uma suposta tentativa de retirar o título de padroeira do Brasil da santa.

A decisão foi assinada pelo juiz Orlando Israel de Souza, da 103ª Zona Eleitoral de Divinópolis, após manifestação favorável do Ministério Público Eleitoral, que considerou necessária a coleta de provas para esclarecer os fatos.

O caso poderá ser analisado com base no artigo 323 do Código Eleitoral, que trata da divulgação de informações comprovadamente falsas durante o período de campanha.

O magistrado também determinou que a plataforma X preserve os registros das publicações realizadas entre 24 de setembro e 8 de outubro, garantindo a disponibilidade do material para a investigação.

Entretanto, a Justiça rejeitou o pedido para impedir genericamente novas manifestações da deputada sobre a disputa eleitoral, por considerar a restrição excessivamente abrangente.

Em manifestação sobre o caso, Ana Elisa afirmou que ainda não havia tido acesso ao inquérito e classificou a iniciativa como mais uma tentativa de Flávio Bolsonaro de silenciá-la.

Os documentos também serão encaminhados à Procuradoria-Geral Eleitoral. A abertura do inquérito não representa condenação, cabendo à Polícia Federal apurar as circunstâncias das publicações e a eventual existência de crime eleitoral.

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