Da redação
Foi inaugurado no Distrito Federal o Espaço Renata Rios de Arte & Cultura, dentro da Justiça Federal, com a proposta de humanizar o Judiciário e estimular o pensamento crítico cultural. O local sedia o Clube de Cinema & Literatura da Seção Judiciária do Distrito Federal (SJDF), que realiza encontros mensais gratuitos e abertos ao público para debater filmes e livros. O segundo encontro ocorrerá em 9 de abril, às 16h30, com discussões sobre o filme “A Pior Pessoa do Mundo”, de Joachim Trier, e o livro “A Insustentável Leveza do Ser”, de Milan Kundera.
O espaço fica no 10° andar do edifício Sede I da Justiça Federal e foi inaugurado em novembro de 2025. Segundo a coordenadora do projeto, Aline Albernaz, esta é a primeira edição da iniciativa na instituição, que busca integrar não apenas servidores, mas também a comunidade externa, promovendo debates culturais. Para participar, basta ingressar no grupo oficial no WhatsApp, onde são compartilhadas informações e materiais sobre cada encontro.
As reuniões normalmente ocorrem na primeira quinta-feira do mês, exceto em abril e junho. Aline Albernaz destaca que a proposta permite aos participantes experiências de escuta e trocas de percepções sobre cinema e literatura. “O objetivo é ter a chance de ver o mesmo filme ou livro por olhares diferentes, através do debate construtivo”, afirma.
O primeiro encontro foi realizado em março, reunindo 30 participantes presencialmente e 70 no grupo online, com discussões sobre o filme “Hamnet”, de Chloe Zhao, e o livro “Um Teto Todo Seu”, de Virginia Woolf. Em abril, o grupo no WhatsApp já atinge 120 pessoas. Não há limite de membros e a programação segue até dezembro.
Participantes destacam o benefício da iniciativa para além do trabalho. “Além de discutir arte, é um momento terapêutico de descontração”, relata a servidora Monique Alvarenga. Para a assistente social Camila Farias, o clube proporciona pausa na rotina e mergulho na arte: “Espero que o serviço público abra cada vez mais espaço para a arte e a transformação da sociedade.”





