Da redação
A Justiça da Itália marcou para 27 de outubro uma audiência para julgar novo pedido do governo brasileiro de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, segundo o advogado Eduardo Maurício, integrante da equipe de defesa da ex-parlamentar. O novo pedido de extradição é baseado na condenação de Zambelli a cinco anos e três meses de prisão por perseguir, com arma em punho, o jornalista Luan Araújo nas ruas de São Paulo durante o segundo turno das eleições de 2022.
De acordo com a defesa de Zambelli, a audiência irá analisar a solicitação determinada após decisão da Corte de Cassação, que havia negado o pedido em julho, mas orientou que a Corte de Apelação de Roma fizesse novo julgamento. O relator da condenação ao crime de perseguição foi o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.
A equipe jurídica da ex-deputada aguarda que a extradição seja rejeitada e alegou, em nota, “falta de garantias processuais”. O advogado Eduardo Maurício informou ainda que irá apresentar dois novos pedidos: revisões criminais das condenações e a exclusão de Zambelli da lista vermelha da Interpol. Segundo o defensor, “as duas condenações no Brasil são abusivas e ilegais, baseadas em perseguição política e parcialidade do julgador, o ministro do STF Alexandre de Moraes e o ministro do STF Gilmar Mendes”.
Carla Zambelli ficou presa aproximadamente um ano na Itália e foi liberada após o indeferimento do primeiro pedido de extradição, aguardando o julgamento em liberdade. O primeiro pedido, relacionado à condenação pela invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça, havia sido rejeitado em maio pela Corte de Cassação, que considerou a atuação de Alexandre de Moraes parcial por ser julgador e suposta vítima no processo. Zambelli deixou o Brasil em maio de 2025, passando pelos Estados Unidos antes de seguir para a Itália, onde possui cidadania.




