Da redação
A Justiça Federal manteve a prisão preventiva de seis pessoas detidas na oitava fase da Operação Unha e Carne, incluindo Márcio Canella (União Brasil), deputado estadual eleito, o delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do Rio, e os inspetores Christiano Gaspar Fernandes, Giovanni Gaspar Fernandes, José Carlos Alves de Souza Júnior e Pablo Jukiá Felix Ferreira. A decisão foi proferida após audiências de custódia realizadas um dia após as prisões, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
De acordo com a Polícia Federal, a operação cumpriu seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca em municípios como Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo. Foram apreendidos 20 veículos de luxo, 33 armas, aproximadamente R$ 90 mil em espécie, 14 celulares, 49 joias e relógios de alto valor, além de outros equipamentos.
A investigação aponta o uso de postos de combustíveis na região metropolitana do Rio para a ocultação de recursos supostamente desviados da Prefeitura de Belford Roxo, que já foi administrada por Canella. Moraes também determinou o sequestro de bens, bloqueio de até R$ 700 milhões, suspensão das atividades de 112 empresas, sendo 96 postos, e afastamento do escrivão Fábio Henrique Ferreira dos Santos.
Segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o grupo movimentou R$ 7,6 bilhões entre 11 de maio de 2020 e 12 de março de 2026, envolvendo 835 pessoas físicas e jurídicas. A Polícia Federal informou que os investigados responderão por organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel, entre outros crimes que poderão surgir.




