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Justiça mantém prisão de mulher acusada de envenenar marido em hospital no DF

Por Alex Blau Blau

Decisão rejeita pedido de prisão domiciliar enquanto investigação aponta tentativa de homicídio dentro de unidade de saúde

A Justiça do Distrito Federal decidiu manter presa uma mulher acusada de tentar matar o próprio marido enquanto ele estava internado em um hospital em Taguatinga. O pedido da defesa para que ela cumprisse prisão domiciliar foi negado, com o entendimento de que não há elementos suficientes para alterar a medida cautelar.

A acusada, de 37 anos, foi detida após confessar à Polícia Civil que administrou veneno ao companheiro, de 61 anos, durante a internação dele em uma Unidade de Terapia Intensiva. O homem permanece em estado grave, sob cuidados médicos e com suporte respiratório.

Segundo as investigações, o crime ocorreu no fim de abril. A mulher foi indiciada por tentativa de homicídio, com agravantes relacionados à motivação e ao método utilizado, considerado de risco coletivo.

A defesa alegou que a acusada possui bons antecedentes, é responsável por uma filha menor de idade e enfrenta problemas de saúde que exigiriam tratamento contínuo. No entanto, ao analisar o pedido, o magistrado responsável concluiu que não houve comprovação suficiente das condições médicas apresentadas e destacou que a filha já possui idade superior a 12 anos.

Na decisão, também foi ressaltado que não surgiram fatos novos capazes de justificar a revogação da prisão preventiva. O entendimento foi de que a manutenção da custódia é necessária para garantir a ordem pública e o andamento das investigações.

Imagens de câmeras de segurança da unidade hospitalar reforçam as suspeitas. Os registros mostram a mulher entrando no local e se dirigindo ao quarto onde o marido estava internado. Durante a apuração, policiais encontraram, em posse da suspeita, diferentes substâncias com características de veneno.

Em depoimento, a mulher afirmou que agiu motivada por conflitos familiares. Segundo ela, o companheiro teria feito ameaças contra sua família ao longo do relacionamento. A investigada declarou que tomou a decisão em um momento de revolta e confirmou ter adquirido o produto utilizado no mesmo dia do ocorrido.

O caso veio à tona após a equipe médica perceber alterações no quadro clínico do paciente que não condiziam com a evolução esperada. Diante da suspeita, a administração do hospital acionou as autoridades, que iniciaram as diligências ainda na unidade de saúde.

A investigação segue em andamento, com coleta de provas e análise de materiais apreendidos. O caso chama atenção pela forma como teria sido executado, dentro de um ambiente hospitalar, e pela gravidade do estado da vítima, que permanece sob observação intensiva.