Da redação
Kethlen Eduarda Hermisofe de Souza, de 25 anos, foi presa em Samambaia Norte, Distrito Federal, durante a Operação Eiron, realizada na quarta-feira, 6 de maio. Ela é investigada como figura central em uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico de drogas e exploração de prostituição, segundo a Polícia Civil.
As investigações da 26ª Delegacia apontam que o grupo utilizava aplicativos de mensagens e cardápios virtuais para vender drogas como crack e cocaína. Para dificultar a ação das autoridades, as entregas eram feitas por delivery, com os entorpecentes camuflados em embalagens de fast-food, inspirando-se em métodos de facções do Rio de Janeiro.
De acordo com um dos investigadores, a organização promovia festas comunitárias e distribuía cestas básicas e brinquedos na região como estratégia para ganhar apoio e silêncio dos moradores. “Eles tentavam criar uma barreira de gratidão que dificultasse qualquer denúncia contra o tráfico”, afirmou o policial envolvido no caso.
A Operação Eiron mobilizou mais de 200 policiais e resultou na prisão de Kethlen e outras 13 pessoas. O grupo é investigado por movimentar considerável volume de drogas e armas na região, além de buscar fortalecer seu domínio territorial por meio de ações sociais, prática considerada por autoridades como uma forma de camuflagem e manipulação social.
Além das prisões, os acusados poderão responder por crimes que incluem tráfico de drogas, organização criminosa armada e a realização de um suposto “tribunal do crime” para punir membros dissidentes. As penas previstas podem ultrapassar 35 anos de reclusão, conforme analisado pela polícia durante a investigação.
A ostentação de Kethlen em redes sociais com armas e produtos de luxo se tornou símbolo do desafio enfrentado em Samambaia e atraiu atenção das autoridades. Segundo o Ministério Público, a situação é tratada como “alarmante e urgente”. As investigações seguem em andamento e a comunidade espera por mais ações de segurança.





