Léo Pinheiro foi preso de novo por suposta propina a Gim Argello


Ao decretar a prisão, o juiz federal Sergio Moro considerou que surgiram novos fatos e provas contra o empreiteiro. Segundo o magistrado, “o pagamento de propina a parlamentar federal para impedir o funcionamento da CPI é um claro ato de obstrução”.

O empreiteiro já havia sido condenado por participação no esquema de corrupção da Petrobras. Ele recorria em liberdade, beneficiado por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), e voltou à carceragem da Polícia Federal em Curitiba. Ele é réu em três outros processos da Lava Jato.

Gim Argello
Gim Argello foi preso em sua casa no Lago Sul, durante a Operação Vitória de Pirro, 28ª fase da Lava Jato, deflagrada em abril deste ano. O nome do ex-senador apareceu na delação de Delcídio do Amaral. Segundo o relato, Gim e outros parlamentares cobravam R$ 5 milhões de empreiteiros investigados na Lava Jato para que eles não fossem chamados para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras.

Segundo a PF, as investigações apuram a existência de indícios concretos contra o ex-senador, integrante da CPI do Senado Federal e também da CPMI instaurada no Congresso Nacional, ambas com o objetivo de apurar irregularidades no âmbito da estatal no ano de 2014.

Argello teria atuado de forma incisiva no sentido de evitar a convocação de empreiteiros para prestar depoimento, mediante a cobrança de pagamentos indevidos travestidos de doações eleitorais oficiais em favor dos partidos de sua base de sustentação. (Com informações da TV Globo).

Fonte: Metrópoles

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