Da redação
Um levantamento da organização sem fins lucrativos Ctrl Z identificou quais candidatos nas eleições de 2026 têm atuado de forma alinhada aos interesses das grandes empresas de tecnologia. Segundo a apuração, parlamentares como Caroline de Toni (PL-SC), Kim Kataguiri (MISSÃO-SP), Gilson Marques (NOVO-SC), Bia Kicis (PL-DF) e outros apresentaram propostas e votaram contra projetos de regulação do setor digital no Congresso.
De acordo com o levantamento, estas atuações aconteceram em pautas como o PL das Fake News, o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), o PL da Inteligência Artificial, o PL da Misoginia Online, o PL sobre defesa da concorrência digital e o REDATA, regime específico de tributação para serviços de data centers. Parlamentares também recorreram a emendas ou projetos de decreto legislativo para barrar normas que impõem novas obrigações às plataformas digitais.
Entre as justificativas apresentadas pelos parlamentares, estão preocupações com riscos à inovação, liberdade de expressão e segurança jurídica. Adriana Ventura (NOVO-SP) questionou a necessidade de pressa na regulação da inteligência artificial, declarando: “Países estão discutindo isso dois, três, quatro, cinco anos!”. Júlia Zanatta (PL-SC) destacou possíveis riscos à liberdade religiosa. Já Gustavo Gayer (PL-GO) pautou sua atuação por críticas a denúncias consideradas politizadas.
O levantamento aponta que, além de atuações individuais, grupos de parlamentares atuaram coordenadamente na apresentação de projetos, emendas e requerimentos para flexibilizar regras ou impedir restrições às big techs. Algumas propostas apresentadas chegaram a ser redigidas com sugestão direta de representantes das empresas, segundo a apuração. O espaço segue aberto para manifestações dos citados.



