Da redação
Israel afirmou neste sábado (7) que o Líbano pagará um “preço muito alto” caso não consiga conter o Hezbollah. Ao mesmo tempo, o Exército israelense bombardeou redutos do grupo fundamentalista em todo o país, deixando ao menos 41 mortos em regiões do leste, conforme informou o Ministério da Saúde de Beirute.
Em comunicado, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, dirigiu-se ao presidente libanês, Joseph Aoun: “Se a escolha for entre proteger nossos civis e nossos soldados ou proteger o Estado do Líbano, escolheremos a proteção de nossos civis e soldados, e o Líbano pagará um preço muito alto”. Katz alegou ainda não haver reivindicações territoriais contra o país vizinho, mas ressaltou que Israel não toleraria ataques vindos do território libanês.
Durante a noite de sexta-feira (6), helicópteros israelenses desembarcaram tropas em Nabi Chit, no Vale do Bekaa, leste do Líbano, para buscar os restos mortais do navegador Ron Arad, desaparecido desde 1986. O Exército disse não ter encontrado vestígios do militar. Segundo o Hezbollah, houve confronto com as forças israelenses, que executaram intensos ataques antes de se retirarem, sem deixar feridos entre seus soldados, de acordo com Tel Aviv.
O conflito se agravou desde segunda-feira (2), quando o Hezbollah abriu fogo contra Israel e provocou ataques de retaliação israelenses, forçando cerca de 300 mil libaneses a deixarem suas casas. Mais de 200 pessoas já morreram nos bombardeios israelenses, dos quais apenas um terço vive em abrigos do governo, segundo a ONU.
Esta pode ser a operação israelense mais profunda no Líbano desde novembro de 2024, caso a presença militar seja confirmada. Na ocasião, tropas de elite prenderam o agente do Hezbollah, Imad Amhaz, em Batroun, no norte do país. Nas últimas 24 horas, 41 pessoas morreram em Nabi Chit e arredores, entre elas três soldados libaneses.







