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Líder do PCC e mais 2 são presos por ordenar morte de ex-delegado-geral


Da redação

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, ontem (12), três suspeitos apontados como mandantes do assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, morto a tiros em 15 de setembro de 2025, em Praia Grande, litoral paulista. Entre os detidos estão Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como Azul ou Careca, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcio Serapião de Oliveira, o Velhote, e Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, o Manezinho, todos ligados à facção criminosa.

De acordo com o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o crime foi planejado em um bar em Mongaguá. Segundo a delegada Ivalda Aleixo, chefe do DHPP, Ferraz Fontes era monitorado desde junho de 2025. Um dos suspeitos foi localizado justamente no estabelecimento onde, de acordo com a investigação, ocorreu o planejamento do homicídio.

A polícia identificou os envolvidos por impressões digitais encontradas em veículos usados no crime, dados de aparelhos eletrônicos apreendidos, movimentações financeiras, uso de imóveis para apoio logístico e denúncias anônimas. As autoridades ainda buscam outros dois suspeitos e investigam a motivação, trabalhando com a hipótese de vingança pelas investigações conduzidas pelo ex-delegado contra o PCC.

Fontes foi atacado a tiros de fuzil após deixar a prefeitura de Praia Grande, onde atuava como secretário municipal. Ele tentou fugir, mas o carro foi atingido por um ônibus e capotou. Três criminosos dispararam ao menos 69 tiros. Somente o veículo do ex-delegado contabilizou 29 perfurações de bala.

Segundo o Ministério Público, o assassinato foi ordenado pelo alto comando do PCC. Ferraz Fontes ficou conhecido por seu combate à facção, principalmente após indiciar sua cúpula em 2006 e atuar em transferências de chefes do PCC para presídios federais. Em dezembro de 2025, foi aprovada lei estadual que garante escolta a autoridades envolvidas no combate ao crime organizado.