Início Política Lideranças indígenas cobram ação imediata de Lula para demarcar terras em Brasília

Lideranças indígenas cobram ação imediata de Lula para demarcar terras em Brasília

- Publicidade -


Da redação

O 22º Acampamento Terra Livre teve início no centro de Brasília, reunindo mais de seis mil indígenas de diferentes regiões do país. Líderes do movimento esperam a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda nesta semana para discutir a aceleração das demarcações de terras indígenas.

Kleber Karipuna, coordenador da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), relatou que há conversas com o governo para que Lula participe do encontro. As lideranças aguardam ainda anúncios sobre demarcações e proteção das comunidades. Segundo ele, em documento entregue antes da COP30 no ano passado, foi defendida a regularização de 107 terras indígenas e o compromisso do governo brasileiro com 58 milhões de hectares demarcados ou protegidos nos próximos cinco anos.

Karipuna reconheceu o avanço com a homologação de 20 terras nos últimos quatro anos, mas afirmou que é insuficiente diante do passivo histórico. Luana Kayngang, coordenadora da Arpin-Sul, alertou sobre a crescente violência contra mulheres indígenas, aumentando a vulnerabilidade das aldeias.

Paulo Tupinambá, coordenador da Apoinme, informou que as delegações custearam o próprio transporte até Brasília, sem verba pública. Duas marchas estão previstas: a primeira ocorre nesta terça-feira (7), às 9h, e a segunda na quinta-feira (9), às 14h, ambas seguindo até a Praça dos Três Poderes, onde esperam pela presença de autoridades, como a deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG).

A Apib informa que, até março de 2024, 76 Terras Indígenas aguardam homologação pela assinatura do presidente, enquanto 34 dependem de portaria do Ministério da Justiça. Em nota, o Ministério dos Povos Indígenas ressaltou a criação da pasta em 2023 e a homologação de 20 territórios nos últimos três anos, somando 2,2 milhões de hectares regularizados.