Início Distrito Federal Líderes da operação tartaruga já foram condenados pelo mesmo ato antes

Líderes da operação tartaruga já foram condenados pelo mesmo ato antes

pm blitzIncentivadores de paralisações de policiais e bombeiros militares desde 1994 – que chegaram a ser expulsos das corporações e voltaram após perdão de governantes – estão à frente da operação tartaruga no Distrito Federal.

Ao menos três dos líderes do movimento de policiais e bombeiros militares, iniciado em 2012, suspenso e retomado em outubro com a operação tartaruga, foram condenados por fazer o mesmo em 1994, 2000 e 2001. No entanto, acabaram perdoados por meio de anistias do ex-governador Cristovam Buarque, em 1998, do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, em 2010, e da presidente Dilma Rousseff, em agosto último, todos em mandatos pelo PT, partido que governa o Distrito Federal desde 2011.

A primeira medida beneficiou o hoje prefeito de Água Fria (GO), João de Deus, expulso da PMDF há 20 anos. A segunda absolveu mais de 5 mil militares do Distrito Federal e nove unidades da Federação punidas por envolvimento em movimentos reivindicatórios da categoria, entre 1997 e a data da publicação do perdão presidencial. A segunda agraciou 3 mil participantes de mobilizações grevistas em 17 estados e no DF, de 1º de janeiro de 1997 a 5 de agosto de 2013.

No caso do DF, fazem parte da lista de participantes do movimento de 2001 e ainda em atividade na vida política da categoria: o presidente da Associação Única dos Oficiais e Praças Ativos, Inativos e Pensionistas dos Bombeiros (Asbom), cabo Geovani da Silva; o presidente do Clube dos Sargentos e Sub-Tenentes (Cresspom), sub-tenente Pedro Carvalho; e o deputado distrital Patrício, que em 1998 fundou a Associação dos PMs e Bombeiros do DF (Aspol) e três anos depois liderou a primeira greve de militares na capital.

O presidente da Associação Recreativa e da Assistência aos PMs do DF (Cifais), major José Ribamar de Sousa Cruz, está entre os militares investigados pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), pela operação tartaruga deflagrada em outubro. Além dele, estão na mira do MPDFT o presidente da Associação dos Oficiais (Asof), Fábio Pizetta; o presidente da Associação Representativa dos Subtenentes e Sargentos Ativos e Inativos da PM e do CB (ASS/Armilc), tenente Edson Ricardo Isaías (Ricardo Pato); o presidente da Associação dos Praças (Aspra), João de Deus; e o vice da entidade, sargento Manoel Sansão.

Fonte: Correio Braziliense