Da redação
O deputado federal Lindbergh Farias (PT) solicitou neste sábado, 30, ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a decisão recente dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas seja considerada “fato novo” em processo envolvendo Eduardo Bolsonaro.
Lindbergh encaminhou o pedido ao STF no âmbito do inquérito que investiga o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. O parlamentar petista argumenta que a inclusão do posicionamento oficial do governo norte-americano pode influenciar a avaliação do caso em tramitação na Suprema Corte.
A classificação das facções brasileiras como organizações terroristas pelos Estados Unidos foi anunciada na última semana. O Departamento de Estado norte-americano justificou a medida alegando envolvimento dos grupos em crimes transnacionais e ameaças à segurança internacional, fator que teria motivado a solicitação do deputado petista ao STF.
No documento protocolado, Lindbergh Farias ressalta que a decisão internacional foi tomada após análises das autoridades norte-americanas e pede que tal informação seja levada em conta pelo Supremo. “Solicito que este novo fato seja incorporado aos autos do processo”, destacou o parlamentar na petição apresentada neste sábado.
O processo em questão apura condutas de Eduardo Bolsonaro, ex-deputado e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, cuja investigação tramita sob sigilo no STF. As partes envolvidas ainda não se manifestaram publicamente sobre o novo pedido apresentado pelo deputado Lindbergh Farias.
Segundo informações oficiais, o PCC e o Comando Vermelho são considerados as maiores facções criminosas do Brasil, com atuação em diferentes Estados e conexões internacionais. A ação do Departamento de Estado dos EUA intensifica o debate sobre o combate ao crime organizado no país.





