Da redação
Davi Alcolumbre (União-AP) enfrenta resistência da oposição e divergências com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na tentativa de permanecer na presidência do Senado. A Folha de S.Paulo relata que o apoio presidencial pode ser revisto se os impasses se aprofundarem.
A divergência central envolve a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal, rejeitada pelo Senado em abril e ainda contestada por Alcolumbre. O preferido do presidente do Senado é Rodrigo Pacheco, empossado como ministro do Tribunal de Contas da União em setembro.
Na disputa, Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) são opções da oposição, que pode convergir em torno de um único nome. O apoio da Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, não eliminou dissidências: o senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) declarou que não votará em Alcolumbre.
Na bancada do Amapá, Lucas Barreto (PSD-AP), reeleito, e Rayssa Furlan (Podemos-AP), eleita para o primeiro mandato, comunicaram a colegas que pretendem acompanhar a oposição. Os dois podem apoiar Marinho ou Tereza Cristina, conforme a competitividade de cada candidatura.
Arthur Lira (PP-AL), eleito senador após presidir a Câmara dos Deputados de 2021 a 2025, participa das articulações e mantém interlocução com o centro, a direita e integrantes do governo. Sem se apresentar como concorrente imediato, ele acumula influência nas negociações.




