Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou durante ato de campanha na Avenida Paulista que a votação para o fim da escala seis por um deve ocorrer na próxima quarta-feira (14). Lula declarou ter tratado do tema com o senador Davi Alcolumbre (União-AP), presidente da Comissão de Constituição e Justiça, e cobrou posicionamento do Partido Liberal (PL) sobre o projeto, dizendo que a legenda deveria “dizer se é favorável a que os trabalhadores descansem mais ou se quer que continuem trabalhando mais”.
No mesmo evento, Lula mencionou a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, destacando a intenção do governo federal de atuar no setor. Segundo o presidente, “o governo federal vai fazer uma intervenção na segurança pública, coisa que a Constituição não permite até agora”. Ele também afirmou que ingressará com pedido na Justiça para questionar decisões que considera “tendenciosas” contra sua candidatura, após determinação do ministro Kássio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou a derrubada do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, atendendo a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
Lula esteve acompanhado, durante o ato, de lideranças como Simone Tebet, Marina Silva e Fernando Haddad, além dos governadores eleitos Rafael Fonteles (PT-PI), Elmano de Freitas (PT-CE) e Jerônimo Rodrigues (PT-BA). O vice-presidente Geraldo Alckmin, também candidato à reeleição, discursou no local e lembrou que “São Paulo não quer ditadura”, afirmando: “Nossos ídolos são os estudantes mortos na ditadura. Ninguém vai rasgar a Constituição brasileira”.
No evento, Lula provocou os adversários Ciro Nogueira (PP) e Ciro Gomes (PSDB) ao apresentar os governadores aliados que venceram no primeiro turno. Segundo Lula, as vitórias de Fonteles no Piauí e de Elmano no Ceará “enterraram” as carreiras políticas de Ciro Nogueira e Ciro Gomes, que foram derrotados nas disputas por seus estados.




