Por Alex Blau Blau
Início das convenções partidárias marca reta decisiva para definição das candidaturas aos governos estaduais e à Presidência da República
O início das convenções partidárias nesta segunda-feira (20) abre uma das etapas mais importantes do calendário eleitoral de 2026. Na disputa pela Presidência da República, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega ao período de oficialização das candidaturas com ampla vantagem na formação de palanques estaduais, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) ainda trabalha para consolidar alianças em parte do país.
Levantamento das articulações partidárias indica que Lula já conta com pré-candidaturas ao governo em 25 estados e no Distrito Federal. A única definição pendente ocorre em Goiás, onde ainda há divergências entre a direção nacional e o diretório estadual do Partido dos Trabalhadores.
O principal impasse envolve a escolha do nome que representará a legenda na disputa pelo governo goiano. Enquanto a direção nacional defende a candidatura da deputada federal Adriana Accorsi, integrantes do diretório estadual mantêm apoio ao ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno.
Na última semana, o PT resolveu outro importante desafio ao confirmar o deputado federal Patrus Ananias como pré-candidato ao governo de Minas Gerais, estado considerado estratégico por concentrar o segundo maior eleitorado do país e historicamente exercer influência no resultado das eleições presidenciais.
Do outro lado da disputa, o PL ainda enfrenta dificuldades para concluir a formação de seus palanques estaduais. O partido segue sem definição de candidaturas ao governo em Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais e Pernambuco.
Além das negociações para os governos estaduais, Flávio Bolsonaro também permanece sem anunciar o nome que ocupará a vaga de candidato a vice-presidente em sua chapa presidencial.
Em alguns estados, as conversas ainda envolvem possíveis alianças com partidos de centro e legendas aliadas. Em Pernambuco e Alagoas, por exemplo, interlocutores políticos avaliam que o PL poderá enfrentar dificuldades para formalizar coligações durante o período das convenções.
No Espírito Santo, as tratativas caminham para um entendimento em torno do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, filiado ao Republicanos, resultado das negociações entre as duas siglas.
No Maranhão e no Amapá, as articulações seguem indefinidas, sem confirmação de apoio formal a candidatos ao governo estadual.
Pelo calendário da Justiça Eleitoral, as convenções partidárias poderão ser realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto. Após a escolha dos candidatos, partidos, federações e coligações terão até 15 de agosto para registrar oficialmente as candidaturas junto ao Tribunal Superior Eleitoral. A propaganda eleitoral começa em 16 de agosto.
Com o avanço das convenções, as próximas semanas serão decisivas para a consolidação das alianças políticas que darão sustentação às campanhas presidenciais e estaduais em todo o país.





