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Lula critica influência dos EUA e faz apelo eleitoral em discurso na ONU


Da redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York, e fez críticas indiretas ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abordando temas como soberania do Brasil, ingerência externa em eleições e defesa da democracia. Segundo Lula, “o Brasil não cabe no quintal de ninguém” e “voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais”, sem citar nomes diretamente. Ele também ressaltou que a “democracia brasileira pertence aos brasileiros” e que o país “continuará sendo soberano”.

Durante sua fala, Lula rechaçou a possibilidade de interferência dos Estados Unidos nos processos políticos da América Latina e afirmou: “Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas. Não vamos terceirizar a responsabilidade de defender nossas fronteiras”. Em referência à Venezuela, declarou que “o povo venezuelano merece definir o seu próprio destino” e questionou ações militares americanas na região.

O presidente ainda criticou o enfraquecimento da Organização das Nações Unidas em sua tarefa de evitar guerras, defendeu o multilateralismo e abordou temas de sua campanha à reeleição, como a defesa do Pix enquanto sistema público e gratuito e políticas sociais: “A desigualdade e o subdesenvolvimento resultam de escolhas políticas. É possível colocar o pobre no orçamento e fazer os ricos pagarem a sua parte”.

Lula foi aplaudido ao abordar o combate ao feminicídio e ao elogiar o reconhecimento da escravidão como o “mais grave crime contra a humanidade”. Em seguida, Donald Trump discursou por tempo superior ao previsto, sem menção ao Brasil, e não houve encontro entre os presidentes nos bastidores da ONU. Nos corredores, Trump foi questionado sobre apoio a candidatos brasileiros, mas não respondeu.